Quinta-feira, Março 18, 2004
Nova casa
O Quarto Árbitro já mudou de sítio. Está de armas e bagagens em www.icicom.up.pt/blog/quarto-arbitro. Uma casa muito mais bonita. Take a look around....
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Segunda-feira, Março 08, 2004
Estamos vivos
O Quarto Árbitro não morreu. Está parado mas não desatento e promete voltar muito em breve. Não neste espaço mas com a mesma equipa, ainda que com ambições redobradas e imensa vontade para corrigir os erros que marcaram esta primeira fase na vida do Quarto Árbitro. Vamos ter um novo espaço, uma casa melhor e que nos permite desenvolver e oferecer mais e melhores conteúdos. Fica a promessa.
O Quarto Árbitro vai ser um blog jornal, com um coordenador e um corpo redactorial. Vamos continuar a privilegiar crónicas e opiniões mas teremos espaço para notícias e desenvolveremos conteúdos sobre modalidades, algo que escasseia na blogosfera nacional.
O novo endereço será anunciado em breve, começando a equipa do Quarto Árbitro a trabalhar para marcar um espaço diferente e audaz. Contamos consigo. Até já...
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O Quarto Árbitro vai ser um blog jornal, com um coordenador e um corpo redactorial. Vamos continuar a privilegiar crónicas e opiniões mas teremos espaço para notícias e desenvolveremos conteúdos sobre modalidades, algo que escasseia na blogosfera nacional.
O novo endereço será anunciado em breve, começando a equipa do Quarto Árbitro a trabalhar para marcar um espaço diferente e audaz. Contamos consigo. Até já...
Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
"Vocês sabem muito bem de quem eu estou a falar!"
Ridículo o aproveitamento que várias personalidades, que julgávamos desaparecidas, têm feito da morte de Miki Fehér. O espaço público aberto por televisões, rádios e jornais, veio ressuscitar alguns mortos, suícidas do futebol português. É pena que não tenha conseguido ressuscitar o húngaro.
Entristecem-me vários comentários que tenho ouvido. Por mim, acho que a superação deste trágico episódio já devia ter começado, evitando o lixo mediático e as discussões públicas idiotas e incompetentes. O discurso pacifista tomou conta do país futebolístico (mesmo de alguns incendiários que agora falam com uma legitimidade em nada compatível com o passado de suspeição que ostentam) e veio juntar-se à tradicional maré sanguinária que se abate sobre o povo português aquando das grandes tragédias. A culpa nunca pode morrer solteira mas acaba quase sempre viúva nos casos mais flagrantes. Neste episódio, não procuremos marcar casamentos sem amor. Não há culpa a atribuir, não há falsas questões relativas ao 2004 a discutir.
Por outro lado, a tentativa de transformar esta morte num episódio clubístico vai resultar infrutífera. Mais do que uma flecha espetada no coração de alguns clubes, a morte de Fehér gera um profundo pesar nas pessoas que com ele conviveram. Por muito que se associe o ser humano ao clube que representa, este é bem mais do que o cargo que ocupa no seio de uma associação desportiva. Assim, não podemos nem devemos entender ser este o momento para a regularização das relações entre os três maiores clubes nacionais; a presença de dirigentes e jogadores do Sporting e do Futebol Clube do Porto só deve ser entendida como a homenagem a um homem e a expressão de sentimentos de solidariedade para com pessoas, neste caso maioritariamente ligadas ao Benfica.
Parece-me consensual que o futebol em Portugal vai, a partir de domingo, ser diferente. Mas não acreditem em revoluções. E desconfiem das pessoas que apenas souberam alimentar climas de suspeição e que em nada contribuiram para o bom nome do nosso futebol, mesmo a nível puramente competitivo.
Não sou exemplo para defender a unidade entre os nossos principais clubes. Longe disso, não faço questão que isso seja uma realidade, se bem que tal facto também não me choque. Só me custa ver esta onda de falsa humanidade, este clima de puritanismo, que chega a partir das personalidades mais suspeitas. Lembre-se Fehér sem entrar nos exageros tão típicos do nosso futebol. Porque a vida, para nós, vai continuando. Tal como os vícios, virtudes e defeitos do desporto-rei...
André Viana - também no Terceiro Anel
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Entristecem-me vários comentários que tenho ouvido. Por mim, acho que a superação deste trágico episódio já devia ter começado, evitando o lixo mediático e as discussões públicas idiotas e incompetentes. O discurso pacifista tomou conta do país futebolístico (mesmo de alguns incendiários que agora falam com uma legitimidade em nada compatível com o passado de suspeição que ostentam) e veio juntar-se à tradicional maré sanguinária que se abate sobre o povo português aquando das grandes tragédias. A culpa nunca pode morrer solteira mas acaba quase sempre viúva nos casos mais flagrantes. Neste episódio, não procuremos marcar casamentos sem amor. Não há culpa a atribuir, não há falsas questões relativas ao 2004 a discutir.
Por outro lado, a tentativa de transformar esta morte num episódio clubístico vai resultar infrutífera. Mais do que uma flecha espetada no coração de alguns clubes, a morte de Fehér gera um profundo pesar nas pessoas que com ele conviveram. Por muito que se associe o ser humano ao clube que representa, este é bem mais do que o cargo que ocupa no seio de uma associação desportiva. Assim, não podemos nem devemos entender ser este o momento para a regularização das relações entre os três maiores clubes nacionais; a presença de dirigentes e jogadores do Sporting e do Futebol Clube do Porto só deve ser entendida como a homenagem a um homem e a expressão de sentimentos de solidariedade para com pessoas, neste caso maioritariamente ligadas ao Benfica.
Parece-me consensual que o futebol em Portugal vai, a partir de domingo, ser diferente. Mas não acreditem em revoluções. E desconfiem das pessoas que apenas souberam alimentar climas de suspeição e que em nada contribuiram para o bom nome do nosso futebol, mesmo a nível puramente competitivo.
Não sou exemplo para defender a unidade entre os nossos principais clubes. Longe disso, não faço questão que isso seja uma realidade, se bem que tal facto também não me choque. Só me custa ver esta onda de falsa humanidade, este clima de puritanismo, que chega a partir das personalidades mais suspeitas. Lembre-se Fehér sem entrar nos exageros tão típicos do nosso futebol. Porque a vida, para nós, vai continuando. Tal como os vícios, virtudes e defeitos do desporto-rei...
André Viana - também no Terceiro Anel
Terça-feira, Janeiro 27, 2004
Fehér derrotado no jogo da vida
A morte bateu à porta do jogador húngaro no passado domingo. Desde essa data por varias vezes pensei vir ca escrever o que me ia na alma, contudo neste tipo de situações o melhor é reagir... a frio. E frio ficou também o corpo de Fehér e o coração de todos os seus familiares e amigos depois daquela queda para a morte em pleno relvado de Guimarães. Por momentos pensei que o Miki estaria a queimar tempo, contudo essa foi uma conclusão que desapareceu rapidamente da minha mente, já que, a aflição de todos os que estavam em campo fazia antever o pior.
Passados dois dias, podemos agora olhar para tudo o que aconteceu de uma forma mais lúcida. Dos muitos os momentos a que temos tido oportunidade de assistir, realço o abraço de Dias da Cunha a Luis Filipe Vieira (um exemplo para outros clubes que podiam ter-se feito representar junto da urna do húngaro e não o fizeram); o abraço sentido de toda a equipa que, lavada em lágrimas, gritou bem alto o nome do companheiro e amigo; e ainda a multidão que à chuva e ao frio espera ansiosamente pela oportunidade de homenagear o malogrado jogador.
Mas reportando-me de novo á fatidica noite de domingo, não quero deixar passar em claro a atitude extremamente profissional de Tomislav Sokota. O croata foi o primeiro a aperceber-se do que estava a acontecer e ainda assim teve lucidez suficiente para colocar Fehér na posição mais correcta naquelas circunstâncias. São pequenos gestos que podem fazer a diferença (infelizmente nao fez) e que mostram a categoria e inteligencia de um jogador/Homem.
Muitas são as pessoas que se questionam pelo facto de Fehér ser apenas mais um falecido, condenando todo o festim mediatico que rodeia o seu falecimento. Não obstante a possivel validade de tais criticas, no meu entender, a morte de um operário da construção civil ou de um empregado de balcão pelos mesmos motivos diferencia-se do caso de Fehér por uma única razão... todos nós vimos a morte do jovem húngaro em directo, como se de um fuzilamento se tratasse. Daí a atmosfera de choque que inundou de imediato o País.
Em jeito de conclusão gostaria de acrescentar que dificilmente me esquecerei daquele sorriso do Miki numa altura em que a morte já batia á porta, assim como não me esquecerei do fantástico golo que marcou no Bessa (último ao serviço do Benfica) frente ao La Louvière, após o qual, ele apontou para a bancada em que me encontrava na altura.
Até sempre Miki... os teus golos serão eternos...
Ivo Adão
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Passados dois dias, podemos agora olhar para tudo o que aconteceu de uma forma mais lúcida. Dos muitos os momentos a que temos tido oportunidade de assistir, realço o abraço de Dias da Cunha a Luis Filipe Vieira (um exemplo para outros clubes que podiam ter-se feito representar junto da urna do húngaro e não o fizeram); o abraço sentido de toda a equipa que, lavada em lágrimas, gritou bem alto o nome do companheiro e amigo; e ainda a multidão que à chuva e ao frio espera ansiosamente pela oportunidade de homenagear o malogrado jogador.
Mas reportando-me de novo á fatidica noite de domingo, não quero deixar passar em claro a atitude extremamente profissional de Tomislav Sokota. O croata foi o primeiro a aperceber-se do que estava a acontecer e ainda assim teve lucidez suficiente para colocar Fehér na posição mais correcta naquelas circunstâncias. São pequenos gestos que podem fazer a diferença (infelizmente nao fez) e que mostram a categoria e inteligencia de um jogador/Homem.
Muitas são as pessoas que se questionam pelo facto de Fehér ser apenas mais um falecido, condenando todo o festim mediatico que rodeia o seu falecimento. Não obstante a possivel validade de tais criticas, no meu entender, a morte de um operário da construção civil ou de um empregado de balcão pelos mesmos motivos diferencia-se do caso de Fehér por uma única razão... todos nós vimos a morte do jovem húngaro em directo, como se de um fuzilamento se tratasse. Daí a atmosfera de choque que inundou de imediato o País.
Em jeito de conclusão gostaria de acrescentar que dificilmente me esquecerei daquele sorriso do Miki numa altura em que a morte já batia á porta, assim como não me esquecerei do fantástico golo que marcou no Bessa (último ao serviço do Benfica) frente ao La Louvière, após o qual, ele apontou para a bancada em que me encontrava na altura.
Até sempre Miki... os teus golos serão eternos...
Ivo Adão
Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
Já Começou...
Ainda antes da jornada 19 se realizar (e, consequentemente, de se saber em que situação classificativa se vai atingir o Sporting - Porto) já se iniciou a preparação para o clássico. Pelos piores motivos. A estreia dos grandes jogos em Alvalade prometia ser um espectáculo enorme, de casa cheia de sportinguistas mas com uma grandes prsença azul, motivada pelo futebol exibido, pelas classificações que ocupa, pelas contratações que fez.
Vimos a saber, contudo, que à SAD portista chega o irrisório número de 1000 bilhetes, vendidos às claques, diz Pinto da Costa, ao preço de 45€!!! Preços estes praticados por um clube que se tem manifestado a favor da regulamentação séria dos mesmos, numa exigência fundamentada que visa favorecer um espectáculo que, em Portugal, é estragado por vários fenómenos secundários (como a hora a que se jogam, por exemplo).
A queixa azul e branca já deve ter chegado à Liga, num processo que vai agravar as relações entre os clubes e que começa a marcar, de forma muito negativa, aquele que pode vir a ser o maior jogo da Liga 2003-2004. Políticas estranhas e que visam enfraquecer um alvo que, já o deviam saber para os lados de Visconde de Alvalade, se fortalece face às adversidades e injustiças.
André Viana
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Vimos a saber, contudo, que à SAD portista chega o irrisório número de 1000 bilhetes, vendidos às claques, diz Pinto da Costa, ao preço de 45€!!! Preços estes praticados por um clube que se tem manifestado a favor da regulamentação séria dos mesmos, numa exigência fundamentada que visa favorecer um espectáculo que, em Portugal, é estragado por vários fenómenos secundários (como a hora a que se jogam, por exemplo).
A queixa azul e branca já deve ter chegado à Liga, num processo que vai agravar as relações entre os clubes e que começa a marcar, de forma muito negativa, aquele que pode vir a ser o maior jogo da Liga 2003-2004. Políticas estranhas e que visam enfraquecer um alvo que, já o deviam saber para os lados de Visconde de Alvalade, se fortalece face às adversidades e injustiças.
André Viana
Terça-feira, Janeiro 20, 2004
Depois da vitória do Sporting, que teve tanto de difícil como de esperada, o Porto entrava em campo sob a pressão dos pontos. Vinha de uma vitória convincente mas exibira, há menos de 2 semanas, um jogo sofrível que precisou de recorrer à estrelinha para confirmar o quadro 100% vitorioso dos dragões em sua casa.
Com o onze a receber Ricardo Costa em função do castigo de Nuno Valente, a formação portista era a mesma da semana transacta. Contudo, o adversário impunha muito mais respeito, jogava em casa e preparava-se para morder os calcanhares ao Benfica.
Os méritos reconhecidos à equipa bracarense faziam do jogo de sábado um dos mais complicados do campeonato azul e branco. Isto era a teoria.
Na prática, a sobranceria exibida pelos pupilos de José Mourinho não deixou dúvidas: os portistas podem estar descansados. Ainda sem Conceição e com Carlos Alberto a mostrar, em 6 minutos, que pode ser opção, ainda sem Derlei nem César Peixoto, o Porto foi muito forte. Mostrou-se imensamente superior a qualquer equipa deste campeonato; com o futebol defensivo que lhe vimos na época passada, com a simplicidade e fluidez de jogo conferidas por Mendes, Deco, Maciel, Maniche e McCarthy, com o fulgor e a espectacularidade reconhecidas a estes atletas. Soberbo...
O Sporting que se cuide e o Manchester que se prepare.
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Com o onze a receber Ricardo Costa em função do castigo de Nuno Valente, a formação portista era a mesma da semana transacta. Contudo, o adversário impunha muito mais respeito, jogava em casa e preparava-se para morder os calcanhares ao Benfica.
Os méritos reconhecidos à equipa bracarense faziam do jogo de sábado um dos mais complicados do campeonato azul e branco. Isto era a teoria.
Na prática, a sobranceria exibida pelos pupilos de José Mourinho não deixou dúvidas: os portistas podem estar descansados. Ainda sem Conceição e com Carlos Alberto a mostrar, em 6 minutos, que pode ser opção, ainda sem Derlei nem César Peixoto, o Porto foi muito forte. Mostrou-se imensamente superior a qualquer equipa deste campeonato; com o futebol defensivo que lhe vimos na época passada, com a simplicidade e fluidez de jogo conferidas por Mendes, Deco, Maciel, Maniche e McCarthy, com o fulgor e a espectacularidade reconhecidas a estes atletas. Soberbo...
O Sporting que se cuide e o Manchester que se prepare.
Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Na América
Há muito que não falo sobre a NBA. Faço-o agora, numa fase da temporada regular terrível para os grandes favoritos à vitória final, os LA Lakers. A equipa de Kobe Bryant perdeu 7 dos últimos 10 jogos e, consequentemente, deixou de possuir o melhor score. Este é agora pertença dos Indiana Pacers, cuja tendência de resultados é inversa à dos Lakers. Os quatro magníficos de LA voltaram a perder nesta madrugada, frente aos Nuggets, depois de já terem saído derrotados de Minnesotta, onde reina o milionário Kevin Garnett.
A melhor sequência de vitórias está na posse dos Spurs, líderes no Midwest. Sacramento destronou os Lakers na divisão do Pacífico, exibindo um score de 24 vitórias para 9 derrotas. Na tabela, é vísivel a supremacia das equipas do Oeste sobre as do Leste, como era previsível.
Quanto ao prodígio LeBron James e os seus Cleveland, têm conseguido resultados aceitáveis, apresentado um score de 5 vitórias e 5 derrotas nos últimos 10 desafios. O rookie tem-se exibido em grande e, não há que enganar, é mesmo craque! O jersey 23 assenta-lhe que nem uma luva, exibindo-se um base rápido, bom atirador e muito útil a nível defensivo. Uma estrela à espera do salto...
Resultados desta noite:
Boston vsOrlando 101-93
Philadelphia vsL.A. Clippers 100-80
Toronto vsCleveland 75-69
Miami vsChicago 102-95
Detroit vsHouston 85-66
New Orleans vsWashington 97-87
Milwaukee vsPhoenix 95-87
Dallas vsGolden State 105-99
Denver vsL.A. Lakers 113-91
Seattle vsSacramento 104-93
André Viana
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A melhor sequência de vitórias está na posse dos Spurs, líderes no Midwest. Sacramento destronou os Lakers na divisão do Pacífico, exibindo um score de 24 vitórias para 9 derrotas. Na tabela, é vísivel a supremacia das equipas do Oeste sobre as do Leste, como era previsível.
Quanto ao prodígio LeBron James e os seus Cleveland, têm conseguido resultados aceitáveis, apresentado um score de 5 vitórias e 5 derrotas nos últimos 10 desafios. O rookie tem-se exibido em grande e, não há que enganar, é mesmo craque! O jersey 23 assenta-lhe que nem uma luva, exibindo-se um base rápido, bom atirador e muito útil a nível defensivo. Uma estrela à espera do salto...
Resultados desta noite:
Boston vsOrlando 101-93
Philadelphia vsL.A. Clippers 100-80
Toronto vsCleveland 75-69
Miami vsChicago 102-95
Detroit vsHouston 85-66
New Orleans vsWashington 97-87
Milwaukee vsPhoenix 95-87
Dallas vsGolden State 105-99
Denver vsL.A. Lakers 113-91
Seattle vsSacramento 104-93
André Viana
A liberdade vai passar por aqui!
A SAD da União de Leiria anunciou a decisão de substituir os seus capitães. Justificando necessidades de proceder a renovações e de dar aos mais novos a possibilidade de mostrarem capacidades de liderança, a direcção destituiu Bilro, João Manuel e Paulo Duarte e nomeou João Paulo, Caíco - chegado esta época - e Otacílio - que ainda não jogou! Burrice pura? Negligência de factores essenciais a um balneário? Talvez não...
Depois da derrota em Alvalade, a União falou a uma só voz, indignada com a arbitragem. Perdão, uma só voz não. A de Bilro soou noutro sentido, apelando à concentração nos problemas internos. Uma atitude que lhe é comum há mais de 11 anos, altura em que assumiu o cargo de capitão do clube leiriense. Aliás, Bilro é, pela lucidez do seu discurso e pela capacidade de análise do fenómeno futebolístico, uma personalidade querida por qualquer adepto do desporto-rei, aliando a essa simpatia fora dos relvados uma enorme correcção dentro do terreno. Isto apesar de ser um bom jogador, que nunca levantou os pés do chão senão para discutir aquela bola pelo ar que podia dar golo ou resultar num lance perigoso. Um exemplo igualável por poucos, muito poucos.
Acreditava que estes problemas com capitães seriam exclusivos de outros clubes, de tal forma me parecia lógico que Bilro mantivesse esse cargo em Leiria. Enganei-me, a ver vamos com que consequências para o clube do Liz... Que acaba de receber 2 bons jogadores: Hugo Almeida e Luís Filipe. Reforçados para uma segunda volta mais à sua imagem portanto.
André Viana
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Depois da derrota em Alvalade, a União falou a uma só voz, indignada com a arbitragem. Perdão, uma só voz não. A de Bilro soou noutro sentido, apelando à concentração nos problemas internos. Uma atitude que lhe é comum há mais de 11 anos, altura em que assumiu o cargo de capitão do clube leiriense. Aliás, Bilro é, pela lucidez do seu discurso e pela capacidade de análise do fenómeno futebolístico, uma personalidade querida por qualquer adepto do desporto-rei, aliando a essa simpatia fora dos relvados uma enorme correcção dentro do terreno. Isto apesar de ser um bom jogador, que nunca levantou os pés do chão senão para discutir aquela bola pelo ar que podia dar golo ou resultar num lance perigoso. Um exemplo igualável por poucos, muito poucos.
Acreditava que estes problemas com capitães seriam exclusivos de outros clubes, de tal forma me parecia lógico que Bilro mantivesse esse cargo em Leiria. Enganei-me, a ver vamos com que consequências para o clube do Liz... Que acaba de receber 2 bons jogadores: Hugo Almeida e Luís Filipe. Reforçados para uma segunda volta mais à sua imagem portanto.
André Viana
